A vida de luxo do casal Tânia Maria Marinho Prazeres e Henry Felipe Rodrigues Monteiro de Araújo, de Vitória do Mearim, contrasta com a origem de sua fortuna.
A empresa Tania Maria M. Prazeres Comércio Eireli, registrada sob o nome fantasia Prolivetti, já movimentou mais de R$ 200 milhões em contratos públicos nos últimos anos, principalmente com prefeituras do Maranhão e também no Pará.
Embora a empresária Tânia apareça formalmente como sócia-administradora, investigações apontam que o verdadeiro controlador seria seu marido, Henry Felipe, considerado o “sócio oculto”.
Um levantamento inicial feito pelo site do Luís Pablo em portais da transparência e no sistema de acompanhamento do Tribunal de Contas do Maranhão (SACOP) revela que a Prolivetti se tornou uma espécie de “papa-tudo” desde 2019, acumulando contratos em diferentes modalidades, sobretudo por atas de registro de preços.
Já faturaram nas prefeituras de Bom Jardim/MA (fornecimento de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores), de Pio XII-MA (fornecimento de utensílios de cozinha e cadeiras plásticas), na Câmara de Balsas-MA (fornecimento de materiais de expediente e limpeza).
Documentos do TCE-MA indicam também dezenas de outros contratos celebrados em municípios maranhenses e paraenses, que somam valores superiores a R$ 200 milhões desde 2019.
A principal estratégia da empresa é a adesão a atas de registro de preços, instrumento que permite que diferentes órgãos contratem sem a necessidade de novas licitações. Esse formato, embora previsto em lei, facilita a concentração de contratos em poucas empresas e demanda vigilância sobre possíveis irregularidades.
Enquanto acumulam contratos milionários, o casal chama atenção pelo estilo de vida marcado por luxo e ostentação. Ao mesmo tempo, possuem pendências judiciais em diferentes áreas, inclusive em varas de família. Embora essas ações não estejam diretamente relacionadas às contratações públicas, reforçam o perfil controverso dos empresários.
Os dados disponíveis levantam pontos de atenção que podem ser investigados pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle: concentração de contratos em curto espaço de tempo; diversificação de objetos contratados (da limpeza a equipamentos), que sugere falta de especialização; valores elevados diante da estrutura da empresa e indícios de “sócio oculto”, o que pode caracterizar fraude à lei de licitações.
O caso da Prolivetti mostra como uma empresa de pequeno porte, sediada em Vitória do Mearim, se transformou em uma gigante das licitações em poucos anos. O histórico de contratos milionários, aliado às suspeitas sobre a real titularidade da firma e ao padrão de vida incompatível com a atividade declarada, levanta dúvidas sobre possível favorecimento e enriquecimento ilícito.
Isso exige investigação aprofundada dos órgãos de controle para esclarecer se a fortuna acumulada pelo casal tem origem lícita ou se trata de mais um capítulo de desvio de recursos públicos no Maranhão.
Fonte: blog do Luís Pablo

